O MG 20 Igapó é uma cultivar de Panicum maximum desenvolvida para revolucionar o uso de áreas úmidas, várzeas e solos propensos a alagamentos temporários.
Origem
A cultivar foi gerada a partir de uma rigorosa pesquisa e processo de seleção conduzido no estado de Rondônia, focando em plantas adaptadas ao estresse hídrico por excesso de umidade.
Recomendações Técnicas
Indicação: Áreas de várzea e solos com drenagem lenta, comuns em bacias hidrográficas.
Manejo: Exige controle rigoroso da altura de entrada e saída dos animais para evitar a degradação das touceiras e otimizar o rebrote.
Tecnologia: Recomenda-se o uso de sementes tratadas e escarificadas (como a Série Gold) para garantir uniformidade e proteção na germinação em solos úmidos.
Vantagens
Tolerância ao Encharcamento: Suporta o alagamento temporário, sobrevivendo onde outros Panicum morreriam.
Recuperação de Áreas: Transforma solos marginais ou "perdidos" em pastagens altamente produtivas.
Alta Qualidade: Mantém o padrão de folhosidade, palatabilidade e valor nutritivo do gênero, impulsionando a engorda e a produção de leite.
Parâmetros Produtivos e Nutricionais
Teor Proteico: Apresenta excelentes níveis de proteína bruta na matéria seca, variando entre 10% e 14% (dependendo da fertilidade do solo e época do ano), garantindo alto valor nutricional mesmo em condições de várzea.
Produção de Massa: Possui altíssimo teto produtivo, com capacidade de entregar de 18 a 22 toneladas de matéria seca (M.S.) por hectare/ano, convertendo áreas úmidas marginais em polos de alta produção de biomassa.
Manejo de Pastejo (Sistema Rotacionado)
Por se tratar de um Panicum de porte intermediário a alto, o respeito às alturas de manejo é vital para evitar o alongamento do colmo (pasto "passado" e taludo) e garantir o vigor do rebrote:
Altura de Entrada dos Animais: O momento ideal para colocar os animais no piquete é quando o capim atinge entre 80 cm e 90 cm de altura. Nessa fase, a relação folha/colmo e os teores nutricionais estão no ápice.
Altura de Saída (Resíduo): Os animais devem ser retirados quando o pasto for rebaixado para 30 cm a 35 cm do solo. Respeitar esse limite protege a gema apical da planta e garante reservas energéticas para uma recuperação rápida.
Categorias Animais Recomendadas
Sua alta palatabilidade, maciez e valor nutritivo o tornam uma forrageira extremamente versátil, recomendada para:
Bovinos de Corte (Cria, Recria e Engorda): Perfeito para acelerar o ganho de peso diário (GPD) e aumentar a taxa de lotação em invernadas de várzea.
Pecuária de Leite: O elevado aporte proteico e a digestibilidade suportam vacas em lactação de média a alta produção, sem queda no rendimento de leite.
Ovinos e Caprinos: Desde que manejado rigorosamente na altura correta para evitar o sombreamento excessivo do solo e o acúmulo de umidade na base do filhote.
A pecuária brasileira enfrenta desafios constantes quando o assunto é produtividade a pasto. Entre as principais dificuldades estão os solos de baixa fertilidade, comuns na região do Cerrado, e a necessidade de forrageiras que aliem rusticidade, valor nutricional e persistência ao longo dos anos.
O manejo de pastagens em áreas sujeitas ao acúmulo de água sempre foi um dos maiores desafios para o pecuarista brasileiro. Tradicionalmente, as cultivares de alta produtividade da espécie Panicum maximum (como o Mombaça ou Tanzânia) exigem solos bem drenados, sofrendo perdas drásticas em condições de "pé molhado".
No cenário agrícola atual, o produtor rural enfrenta desafios que exigem soluções inteligentes e de baixo custo. Seja na recuperação de solos degradados, no combate a pragas invisíveis ou na busca por alternativas para alimentar o gado na entressafra, a escolha da semente certa faz toda a diferença. É nesse contexto que o Feijão Guandu BRS Guatã se destaca como uma das tecnologias mais promissoras desenvolvidas pela Embrapa. O que é o Feijão Guandu BRS Guatã?
Publicado em 14/05/2026 07:45| Publicado em Notícias
A BRS Carinás é a primeira cultivar brasileira de Brachiaria decumbens desenvolvida especialmente para as condições do Cerrado, reunindo alta produtividade, adaptação a solos ácidos e excelente desempenho animal por área. Mas o que realmente torna essa forrageira um marco para a pecuária nacional? Neste artigo, você vai entender como foi seu processo de desenvolvimento, seus diferenciais técnicos em relação às cultivares tradicionais e por que ela pode ser uma estratégia inteligente para elevar a eficiência e a rentabilidade da sua propriedade. Clique e descubra se a BRS Carinás é a escolha certa para o seu sistema produtivo.
Publicado em 21/05/2025 16:09| Publicado em Notícias
Se você está procurando uma alternativa ao capim Massai e não sabe qual a melhor opção, o cultivar BRS Tamani pode ser a escolha certa. A palavra “tamani”, da língua africana falada no Quênia, significa “precioso”. Algumas características da forragem fazem jus ao nome.