Capim Buffel cv. Biloela: Rusticidade e Produtividade para o Semiárido
O Capim Buffel (Cenchrus ciliaris L.) na cultivar Biloela é uma gramínea forrageira perene de porte alto, amplamente reconhecida por sua excepcional adaptação a condições áridas e semiáridas. Originário da África e introduzido no Brasil na década de 1950, o Biloela destaca-se pela sua resistência à seca e capacidade de manter a produtividade mesmo com baixas precipitações anuais, entre 350 mm e 700 mm.
Características Técnicas e Vantagens:
Porte: É uma das variedades de porte alto, preferida para pastejo de bovinos de corte e leite, devido à sua maior produtividade.
Sistema Radicular: Possui um sistema radicular profundo e bem desenvolvido, que pode atingir até 2,40 m de profundidade, conferindo-lhe alta tolerância ao déficit hídrico e auxiliando no controle da erosão do solo.
Produção de Forragem: Em condições de chuvas normais, pode produzir de 8 a 12 toneladas de feno por hectare/ano, e até 30 toneladas em condições ideais com irrigação.
Qualidade Nutricional: Quando colhido para feno aos 35 dias de semeadura, apresenta níveis elevados de proteína, contribuindo para a nutrição animal.
Adaptação: Adapta-se bem a solos de baixa fertilidade e é uma excelente opção para recuperação de áreas degradadas.
Aspectos Comerciais e Manejo:
O Capim Buffel cv. Biloela é amplamente recomendado para a formação de pastagens cultivadas, especialmente no Nordeste brasileiro, onde sua adaptabilidade às condições locais é um diferencial. A semeadura pode ser feita a lanço, em sulcos ou covas, com recomendação de 5 kg/ha a 10 kg/ha de sementes de bom valor cultural. O pastejo deve ser leve na primeira estiagem após o plantio, e o pastejo regular deve iniciar após a segunda estiagem. A capacidade de suporte em pastagens bem manejadas pode chegar a 1,0 cab./ha.
Apesar de sua rusticidade, a cultivar Biloela pode ser suscetível a ataques de cigarrinhas-das-pastagens em algumas regiões, como o norte de Minas Gerais.
A pecuária brasileira enfrenta desafios constantes quando o assunto é produtividade a pasto. Entre as principais dificuldades estão os solos de baixa fertilidade, comuns na região do Cerrado, e a necessidade de forrageiras que aliem rusticidade, valor nutricional e persistência ao longo dos anos.
O manejo de pastagens em áreas sujeitas ao acúmulo de água sempre foi um dos maiores desafios para o pecuarista brasileiro. Tradicionalmente, as cultivares de alta produtividade da espécie Panicum maximum (como o Mombaça ou Tanzânia) exigem solos bem drenados, sofrendo perdas drásticas em condições de "pé molhado".
No cenário agrícola atual, o produtor rural enfrenta desafios que exigem soluções inteligentes e de baixo custo. Seja na recuperação de solos degradados, no combate a pragas invisíveis ou na busca por alternativas para alimentar o gado na entressafra, a escolha da semente certa faz toda a diferença. É nesse contexto que o Feijão Guandu BRS Guatã se destaca como uma das tecnologias mais promissoras desenvolvidas pela Embrapa. O que é o Feijão Guandu BRS Guatã?
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Publicado em 21/05/2025 16:09| Publicado em Notícias
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