BRS Carinás: A Evolução da Braquiária da Embrapa
A BRS Carinás é a primeira cultivar híbrida brasileira de Brachiaria decumbens (Urochloa decumbens), desenvolvida pela Embrapa e Unipasto como uma evolução da Basilisk. Apomítica e tetraploide, foi lançada com foco em alta produtividade, eficiência zootécnica e sustentabilidade, sendo ideal para o Cerrado e outras regiões tropicais.
Adaptação e Resistência:
Adapta-se a solos ácidos de baixa a média fertilidade e destaca-se pela elevada tolerância à estiagem, sendo estratégica para o período seco. Apresenta boa sanidade, resistência durável ao vírus do mosaico e alta competitividade contra plantas invasoras. Alerta: Possui baixa resistência às cigarrinhas-das-pastagens (Notozulia e Deois).
Indicação e Plantio:
Recomendada para o Cerrado, é ideal para pastejo, consorciação e Integração Lavoura-Pecuária (ILP). É estratégica para vedação de pastagem (reserva na seca) e pode ser usada em cria, recria e engorda. O plantio requer 4 a 6 kg de Sementes Puras Viáveis (SPV)/ha em solos com saturação de bases entre 30% e 35%, respondendo à adubação fosfatada.
Produção e Manejo:
Com potencial de até 16 t de matéria seca por hectare, a Carinás supera a Basilisk, alcançando ganhos individuais de peso superiores a 740g/animal/dia nas águas. Possui hábito semiereto e elevada digestibilidade.
A pecuária brasileira enfrenta desafios constantes quando o assunto é produtividade a pasto. Entre as principais dificuldades estão os solos de baixa fertilidade, comuns na região do Cerrado, e a necessidade de forrageiras que aliem rusticidade, valor nutricional e persistência ao longo dos anos.
O manejo de pastagens em áreas sujeitas ao acúmulo de água sempre foi um dos maiores desafios para o pecuarista brasileiro. Tradicionalmente, as cultivares de alta produtividade da espécie Panicum maximum (como o Mombaça ou Tanzânia) exigem solos bem drenados, sofrendo perdas drásticas em condições de "pé molhado".
No cenário agrícola atual, o produtor rural enfrenta desafios que exigem soluções inteligentes e de baixo custo. Seja na recuperação de solos degradados, no combate a pragas invisíveis ou na busca por alternativas para alimentar o gado na entressafra, a escolha da semente certa faz toda a diferença. É nesse contexto que o Feijão Guandu BRS Guatã se destaca como uma das tecnologias mais promissoras desenvolvidas pela Embrapa. O que é o Feijão Guandu BRS Guatã?
Publicado em 14/05/2026 07:45| Publicado em Notícias
A BRS Carinás é a primeira cultivar brasileira de Brachiaria decumbens desenvolvida especialmente para as condições do Cerrado, reunindo alta produtividade, adaptação a solos ácidos e excelente desempenho animal por área. Mas o que realmente torna essa forrageira um marco para a pecuária nacional? Neste artigo, você vai entender como foi seu processo de desenvolvimento, seus diferenciais técnicos em relação às cultivares tradicionais e por que ela pode ser uma estratégia inteligente para elevar a eficiência e a rentabilidade da sua propriedade. Clique e descubra se a BRS Carinás é a escolha certa para o seu sistema produtivo.
Publicado em 21/05/2025 16:09| Publicado em Notícias
Se você está procurando uma alternativa ao capim Massai e não sabe qual a melhor opção, o cultivar BRS Tamani pode ser a escolha certa. A palavra “tamani”, da língua africana falada no Quênia, significa “precioso”. Algumas características da forragem fazem jus ao nome.