
A pecuária brasileira enfrenta desafios constantes quando o assunto é produtividade a pasto. Entre as principais dificuldades estão os solos de baixa fertilidade, comuns na região do Cerrado, e a necessidade de forrageiras que aliem rusticidade, valor nutricional e persistência ao longo dos anos. Foi pensando exatamente nesse cenário que a Embrapa Cerrados desenvolveu a BRS Sarandi, uma nova cultivar de capim-andropogon (Andropogon gayanus) que representa a mais recente evolução genética dessa espécie e já chega ao mercado como uma das opções mais promissoras para a diversificação de pastagens no Brasil.
O nome Sarandi não foi escolhido por acaso. Na língua tupi-guarani, a palavra significa "terra fraca" — uma referência direta à principal vocação dessa forrageira. A BRS Sarandi foi selecionada justamente por sua capacidade excepcional de se desenvolver em solos de baixa a média fertilidade, com textura que varia de arenosa a argilosa, desde que com boa drenagem. Em regiões onde cultivares tradicionais de braquiária já não respondem com a mesma eficiência, a BRS Sarandi surge como uma alternativa viável para manter a produção sem depender exclusivamente de altas doses de fertilizantes corretivos.
Uma das principais vantagens da BRS Sarandi em relação à cultivar Planaltina, lançada comercialmente na década de 1980, está na sua arquitetura de planta. A nova cultivar apresenta plantas de menor porte, com maior proporção de folhas em relação às hastes e folhas mais largas — características que se traduzem diretamente em maior palatabilidade e melhor aproveitamento da forragem pelo gado. A rebrota rápida no início da estação chuvosa é outro destaque importante. A BRS Sarandi está entre as primeiras cultivares a brotar após as primeiras chuvas da primavera, garantindo alimento de qualidade para o rebanho logo no início do período das águas, quando a demanda nutricional dos animais é crítica.
Os números de produtividade impressionam. Nos experimentos conduzidos pela Embrapa Cerrados, bovinos da raça Nelore mantidos em pastagens de BRS Sarandi apresentaram ganhos de peso que chegaram a 1,15 kg por animal por dia — um desempenho que rivaliza com forrageiras de maior exigência e demonstra o potencial da cultivar para sistemas de cria e recria na pecuária de corte. Além disso, a produtividade de matéria seca registrada nos ensaios, com manejo moderado de adubação nitrogenada (entre 40 e 60 kg de N por hectare por ano), alcançou patamares que superam as cultivares anteriores, com margem para resultados ainda mais expressivos em sistemas com maior investimento em fertilização.
Outro diferencial competitivo de peso é a resistência a pragas e doenças. A BRS Sarandi apresenta tolerância às cigarrinhas-das-pastagens, um dos principais problemas fitossanitários que afetam as forrageiras tropicais, além de resistência ao nematoide Pratylenchus — praga subterrânea que compromete o sistema radicular e reduz a longevidade do pasto. Essa resistência inata reduz a necessidade de intervenções químicas e contribui para uma pastagem mais estável e perene, com menor custo de manutenção ao longo dos anos.
A versatilidade de uso é mais um ponto a favor da BRS Sarandi. A cultivar pode ser utilizada tanto em pastagens exclusivas quanto em consórcio com leguminosas forrageiras, estratégia que potencializa a fixação biológica de nitrogênio no solo, melhora a ciclagem de nutrientes e eleva o valor proteico da dieta animal. A recomendação técnica da Embrapa aponta a BRS Sarandi como opção preferencial para sistemas de cria e recria, especialmente em áreas do Cerrado e da região do Matopiba, onde o cultivo de forrageiras exige adaptação a condições edafoclimáticas mais restritivas.
Do ponto de vista do manejo, a BRS Sarandi exige cuidados que o produtor já conhece na lida com capins tropicais. A roçada anual para controle do porte, sobretudo após o florescimento, é uma prática recomendada para manter a qualidade da pastagem e estimular a rebrota. Com o manejo adequado e a adubação de manutenção nos níveis recomendados, a cultivar mantém produtividade consistente e longevidade compatível com as exigências da pecuária comercial.
Para o pecuarista que busca diversificar as pastagens da propriedade, a BRS Sarandi representa uma ferramenta tecnológica concreta. Seja para recuperar áreas degradadas de baixa fertilidade, seja para compor um sistema integrado com leguminosas, a nova cultivar entrega exatamente o que o nome sugere: produtividade onde a terra é mais fraca, com qualidade nutricional que se reflete no bolso do produtor.
A Galpão Centro-Oeste, referência no fornecimento de insumos para o agronegócio na região, já comercializa sementes do capim BRS Sarandi com a qualidade e a procedência que o produtor merece. Não perca a oportunidade de conhecer essa nova cultivar e dar um passo à frente na produtividade da sua pecuária. Entre em contato com a equipe da Galpão Centro-Oeste e garanta as sementes para a próxima estação de plantio — o pasto de amanhã começa com a escolha de hoje.
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