BRS Quênia, temperaturas baixas e superioridade no Cerrado

11/05/2017 14:34

Embrapa Gado de Corte lança o BRS Quênia, segundo híbrido de Panicum maximum, juntamente com a primeira Brachiaria Hibrida da Embrapa, o BRS IpyporãO BRS Quênia é uma opção diferenciada para a diversificação de pastagens e intensificação na produção animal.

Este novo material chegou para suprir a demanda por um Panicum maximum de porte intermediário e melhor qualidade de forragem, com folhas mais macias e colmos tenros, favorecendo assim sua aceitabilidade.

Aceitabilidade e Digestibilidade

BRS Quênia X Capim Mombaça

BRS QueniaNos ensaios aplicados pela Embrapa, em Campo Grande-MS, comparando o BRS Quênia ao capim Mombaça, talvez um dos Panicum maximum mais populares do mercado, o mesmo apresentou resultados onde o ganho de peso individual por animal foi superior em 17% aos resultados obtidos com o capim Mombaça, tanto nas águas, quanto no período seco, considerando um período de avaliação de 03 anos, embora a capacidade suporte tenha sido similar (5 UA/ha nas águas / 1,9 UA/ha na seca). Conclusão: O BRS Quênia mostrou na prática sua melhor aceitabilidade e digestibilidade.

Estes resultados foram obtidos, mesmo tendo o capim Mombaça um melhor desempenho no que se refere a disponibilidade de forragem (ton/ha); porém, observou-se a melhor proporção de folhas, melhor teor proteico e maior digestibilidade do BRS Quênia, o que realmente fez a diferença em termos de aproveitamento por animal.

BRS Quênia X Capim Tanzânia

No bioma Amazônia, o mesmo ensaio foi aplicado em Rio Branco-AC, também em um período de 03 anos, mas agora comparando o BRS Quênia com o capim Tanzânia, e os resultados obtidos foram similares ao ensaio realizado em Campo Grande-MS com o capim Mombaça, onde os fatores desempenho animal (32%+ g/animal/dia) e produtividade animal (9%+ kg/ha) foram decisivos para demonstrar a superioridade deste material, mesmo o BRS Quênia apresentando capacidade suporte (UA/ha) inferior (-14%). Reforçando mais uma vez seu maior valor nutritivo e maior digestibilidade, fatores estes apoiados pelo maior percentual de folhas verdes, colmos verdes e menor quantidade de material morto (folhas e talos secos) em condições de campo.

Tolerância ao Frio

Quanto sua tolerância ao frio, apresentou excelentes resultados em ensaios realizados no Rio Grande do Sul, apresentando elevada persistência, similar à dos Panicuns mais resistentes, no caso o BRS Tamani, BRS Zuri e capim Mombaça, apresentando, no entanto, produção de forragem superior.

Destacou-se ainda, nos ensaios, a excelente arquitetura das plantas do BRS Quênia, com folhas extremamente macias e talos muito tenros, mostrando tanto uma melhor apreensão do capim pelos animais quanto a maior facilidade de manejo, facilidade esta, favorecida ainda pelo alto perfilhamento deste novo capim.

Resistência a Pragas

Outro destaque deste novo capim é sua alta resistência por antibiose às cigarrinhas das pastagens. A resistência por antibiose ocorre devido à presença de compostos na planta que conferem a mesma resistência ao ataque de insetos. Esta resistência ocorre quando as cigarrinhas estão ainda na fase de ninfa, quando dão maior prejuízo. Considerando as cigarrinhas na fase adulta, a resistência é considerada moderada, ou seja, o mesmo que o ocorre nos cultivares BRS Zuri, BRS Tamani e Tanzânia.

Uma característica deste novo híbrido de capim, ainda mais evidente no Panicum maximum BRS Zuri, é sua resistência ao fungo Bipolaris maydis, o qual traz como consequência uma doença foliar agressiva que resulta em danos econômicos significativos, já que reduz consideravelmente a produção de massa. O cultivar Tanzânia é um dos cultivares extremamente suscetíveis ao ataque deste fungo; é importante frisar que já existem relatos de áreas de Mombaça declinando frente a esta doença.

Além da doença fungica causada pelo Bipolaris maydis, outra doença que vem se tornando bastante comum em áreas de pastagens é uma virose, esta causada pelo Johnsongrass mosaic vírus, doença que se caracteriza pela presença de estrias amareladas nas folhas do cultivar, levando também a redução da área foliar da espécie e consequente redução da produção. Outros cultivares também resistentes a esta doença são o Panicum maximum cv. BRS Tamani, primeiro híbrido de panicum lançado pela Embrapa em 2015, e o Panicum maximum cv. BRS Zuri.

Quanto ao nematoide das lesões (Pratylenchus brachyurus), assim como BRS Zuri e o BRS Tamani, mostra-se com resistência intermediária; no entanto, é considerando resistente a todos os outros nematoides da soja. Mostrando assim, sua importância como opção para a rotação de cultura, pensando-se em redução da população de nematoides no solo.

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